abr
13

Morro dos Macacos e Mangueira juntos pela educação – nota em O Dia

O Núcleo de Direitos Humanos da Casa da Arte de Educar, que trabalha com educação integral e Educação de Jovens e Adultos acaba de ganhar um reforço de peso: uma parceria com o Instituto Noos. O entendimento vai ajudar a melhorar a qualidade de vida de moradores dos morros de Mangueira e Macacos, que são atendidos por sedes do núcleo.

Entre outros projetos, o Noos disponibilizará, para os casos já identificados de violação de direitos atendidos pelo Educar, uma equipe de terapia de família  e realizará Rodas de Terapia Comunitária Integrativa quinzenalmente para equipe, alunos e familiares. A ampliação do projeto foi possível graças aos apoios da WCF e da Petrobras.

Leia a nota aqui.

fev
15

Radionovela Futuros possíveis

Com base na cartilha Prevenção à violência intrafamiliar, em parceria com o Cecip e a Avon, lançamos a radionovela Futuros possíveis: sua atitude define seu destino.

Você pode ouvir os 3 capítulos da radionovela, clicando nos links abaixo.

Radionovela – capítulo 1

Radionovela – capítulo 2

Radionovela – capítulo 3

fev
15

Livro de Marcelo Pakman será publicado pelo Instituto Noos

O novo livro de Marcelo Pakman, Palabras que permanecen, palabras por venir: micropolitica y poetica en psicoterapia, será traduzido e publicado pelo Instituto Noos.

A obra deverá ser lançada em outubro.

Clique aqui para ler uma entrevista feita com Pakman em espanhol.

fev
15

Nova Perspectiva Sistêmica comemora 20 anos com edição especial

A revista Nova Perspectiva Sistêmica acaba de lançar sua 41ª edição em comemoração pelos seus 20 anos. Nessa edição especial, o leitor encontrará desde artigos que ratificam as práticas sistêmicas – chave mestra da linha editorial- a artigos que fazem com que os profissionais reflitam sobre sua posição e se coloquem também no lugar de aprendizes.
A NPS é um trabalho desenvolvido em parceria entre o Instituto Noos, Familiae e Interfaci, que, ao longo desses 20 anos, contou com a colaboração de diversos profissionais que partilharam seu conhecimento por meio das resenhas, reflexões e artigos enviados.
E a construção do conhecimento continua na 41ª edição. Para abrir esse número, o artigo Processo Generativo e Práticas Dialógicas, de Dora Fried Schnitman, traz ferramentas que auxiliam não somente nas práticas terapêuticas como também na gestão de crise e conflitos, desenvolvimento organizacional, aprendizagem e gestão de si mesmo.
Harlene Anderson também está presente com Uma perspectiva colaborativa sobre ensino e aprendizado: a criação de comunidades de aprendizado criativo. O nome do artigo já revela o pensamento que a autora vem dividir: sabedoria, costumes e conhecimento partilhados, com diálogo transformador, motivados e utilizados por educadores e alunos.
Complementando a ideia de aprendizado colaborativo, Eloisa Vidal Rosas e Rosana Rapizo fazem uma retrospectiva do caminho que percorreram desde a criação do Instituto de Terapia de Família do Rio de Janeiro até os dias de hoje, trazendo uma rica reflexão sobre a formação de terapeutas. A interrelação de aprendizagem, alunos e professores e destes com o contexto mais amplo é um dos pontos centrais em Construcionismo Social e a formação de terapeutas: em busca de coerência.
Michael White, revisitado por Marilene Grandesso em “Dizendo olá novamente”: a presença de Michael White entre nós, terapeutas familiares, não ficou de fora da NPS. “Optei por seguir o fluxo de suas ideias a partir dos interlocutores, com os quais ele definiu seus conceitos e desenvolveu sua prática. Assim, o artigo passa especialmente pelo diálogo de Michael White com as obras de Bateson, Foucault, Derrida, Bruner, Vygotsky, Bachelard e Barbara Myerhoff”, diz a autora.

Outros destaques fazem parte da NPS 41, como Saúl Fuks com o artigo Celebração da surpresa; Helena Maffei Cruz, falando sobre o processo de aprendizagem a partir de um ponto pouco comum em Como ensinar a não saber? ; e Rosângela Russo, que traz reflexões de diferentes autores sobre o legado de Gregory Bateson na seção Estante de Livros.
E, para brindar os 20 anos da Nova Perspectiva Sistêmica, a seção Família e Comunidade em Foco publica uma entrevista do professor Dr. Maurizio Andolfi, diretor da Accademia di Psicoterapia della Famiglia, em Roma, e um dos pioneiros da Terapia Familiar no contexto europeu e mundial.
Os interessados em adquirir a Nova Perspectiva Sistêmica (essa e outras edições) podem acessar a loja virtual do Instituto Noos ou comprar na sede da instituição, que fica na rua Álvares Borgerth, 27, em Botafogo.

Acesse também o site www.revistanps.com.br e saiba mais sobre as outras edições!

 

fev
15

Cartilha de Prevenção à Violência Intrafamiliar agora é fotonovela

Por meio de uma parceria com Cecip e Avon, a cartilha Prevenção à violência intrafamiliar e de gênero deu origem a uma fotonovela e a uma radionovela cujo tema é a violência doméstica.

A fotonovela Futuros possíveis: sua atitude define seu destino está disponível na internet e em formato impresso no Instituto Noos.

Leia aqui um pequeno resumo da história.

Mariana é jovem e sonha em ser dançarina, mas Beto, seu namorado, não aceita suas escolhas.

Seu irmão, Fabiano, precisa lidar com um menino que o persegue na escola e cisma em atrasar sua vida.

Ronaldo, o pai dos dois, perdeu o emprego e está quase se entregando ao desânimo e à bebida.

Sobra para a mãe, Joice, segurar a barra da família Pereira e tentar entender o que está acontecendo para conseguir resgatar a boa convivência dentro de casa.

Será que vai dar certo?

A história dessa família prova que, mesmo diante de situações difíceis, existe sempre uma alternativa!

 

fev
15

Workshop com Gonzalo Bacigalupe “Virtualizando a intimidade: tecnologias emergentes, famílias e terapia”

As tecnologias da informação e da comunicação (TICs) – tecnologias sociais emergentes – são uma dimensão onipresente nos relacionamentos de casal, família e sociais.

As TICs questionam alguns aspectos de nossa vida interpessoal, nossa identidade, as formas como nos comunicamos, a diferença entre público e privado e as maneiras de ser psicoterapeuta e profissional.

Por meio de alguns casos clínicos, pesquisas, entrevistas e uma atenção reflexiva às nossas reações diante deste novo membro da família, vamos explorar esse fenômeno, utilizando a investigação apreciativa e outras formas afirmativas de envolvimento relacional.

O workshop vai oferecer novas formas de entender a complexidade da tecnologia em nossas vidas e as oportunidades que existem de utilizá-las profissionalmente.

Leia o artigo de Gonzalo Bacigalupe sobre tecnologias sociais, publicado na Nova Perspectiva Sistêmica, clicando aqui.

 Local

Centro Loyola

Estrada da Gávea, nº; 1 – Gávea – Rio de Janeiro

Data e horários

11 de maio (sexta-feira) – 14 às 18 horas

12 de maio (sábado) – 10 às 18 horas

Investimento

Membros da Abratef e da Abratecom têm 10% de desconto.

Alunos dos cursos de formação regularmente matriculados têm 20% de desconto.

Consulte-nos sobre os valores para inscrição em grupos.

 

 

fev
15

Família e separações: temas contemporâneos da psicologia

Este curso é fruto de uma parceria entre o Instituto Noos e o Programa de Formação em Direitos da Infância e da Juventude – Pró-Adolescente/IP/UERJ e conta com profissionais que se dedicam a pesquisa e à prática clínica ou institucional em contextos de separação e organizações familiares pós-divórcio

Apresentará aos profissionais temas atuais relacionados ao contexto da separação conjugal e às organizações familiares pós-divórcio. Discutirá questões relevantes neste contexto e possíveis formas de atuação dos psicólogos.

Público alvo: psicólogos, assistentes sociais e profissionais de áreas correlatas

Local: Instituto NOOS

Carga horária: 30h/aula

Período de realização do curso: 24 de março a 04 de agosto de 2012

Período de inscrição: 2/01/2012 a 16/03/2012

Horário do curso: 1 sábado por mês, das 9h às 17h.

Cronograma de aulas: 24/03, 28/04, 26/05, 30/06 e 04/08

Investimento: 427,00 à vista ou parcelamento mediante pagamento com cheques pré-datados (cada parcela no valor de R$220,00 março, abril) , loja virtual do Instituto Noos (cartão, boleto bancário, transferência eletrônica)

Programa:

24/03

1 – Conferência de abertura: Famílias contemporâneas e atuação de psicólogos em Varas de Família – Conferencista convidada: Leila Maria Torraca de Brito

2 – Separação conjugal: desdobramentos para os filhos – Rosana Rapizo

28/04

3 –  Guarda compartilhada – Christine V. Pereira

4 – Escola e pais separados: Andréia R. Cardoso

26/05

5 – Encenando a separação: o uso do teatro com disparador de debate – Christine V. Pereira

6 – Desenvolvendo espaços de conversa sobre o divórcio – Rosana Rapizo

30/06

7 – Refletindo sobre a Síndrome da Alienação Parental – Analicia M. de Sousa

8 – Falsas denúncias de abuso sexual – Marcia Amendola

04/08

9 – Famílias com padrasto e/ou madrasta – Laura Soares

10 – Avós e separação conjugal – Andréia R. Cardoso

Professores: Analicia M. de Sousa, Andréia R. Cardoso, Christine V. Pereira, Laura Soares, Marcia Amendola e Rosana Rapizo

Organização: Instituto NOOS e Programa de Formação em Direitos da Infância e da Juventude – Pró-Adolescente/IP/UERJ

 Inscreva-se aqui

 

fev
15

Formação em Terapia de Família

Acompanhando o desenvolvimento da Terapia Sistêmica de Família nas últimas décadas, o curso de formação em Terapia de Família do Instituto Noos, alinhado ao paradigma da pós-modernidade, dá ênfase às propostas terapêuticas vinculadas ao Construcionismo Social.

O curso tem como orientador a coerência entre epistemologia, práticas e a formação de profissionais reflexivos, na intenção de fornecer recursos para lidar com as demandas atuais do contexto social. Acreditando na aprendizagem-ação, o conhecimento se dá como uma construção coletiva entre todos os envolvidos: alunos, professores e clientes.

A carga horária total do curso é de 500 horas, assim distribuídas:
• 120 horas/aula no primeiro ano
• 320 horas/aula no segundo e terceiro ano
• 60 horas correspondentes ao trabalho de conclusão do curso
Início das aulas
09 de março de 2012.

Horário das aulas e investimento
1º ano – 6ª feira, de 8:30 às 11:30 – Mensalidade R$ 470,00

Público alvo
A Terapia de Família é uma modalidade de atendimento com foco nos relacionamentos interpessoais que pode ser utilizada por profissionais da saúde, assistência social, educação no exercício de sua prática profissional.

O curso de Formação em Terapia de Família do Instituto Noos é destinado a psicólogos, fonoaudiólogos, fisioterapeutas, psicopedagogos, educadores e assistentes sociais,  visando ampliar os conhecimentos e as práticas desses profissionais em suas próprias áreas de atuação, regulamentadas por seus respectivos conselhos profissionais.

Metodologia
Aulas participativas com leitura de textos, dinâmicas, vídeos, dramatizações, trabalho com a família de origem do aluno, participação em atendimentos de famílias e casais, supervisão ao vivo, treinamento em coterapia e Equipe Reflexiva.

Programa
1) História da Terapia Sistêmica de Família

2) Fundamentos Epistemológicos
- Visão de mundo sistêmica (informada pela Cibernética): circularidade, complexidade, totalidade, padrão que conecta, ecologia das idéias, mente sistêmica, informação e diferença, teoria da comunicação.
- Cibernética de Segunda Ordem: recursividade, autoorganização, autorreferência, construção da realidade/inclusão do observador, complexidade, autopoiesis, acoplamento estrutural, autonomia, ética e estética;
- Construcionismo Social (na interface com a nossa prática): linguagem em uso, centralidade, caráter performativo e dialógico da linguagem, ação conjunta, eu relacional, construção e reconstrução de sentido

3) Construcionismo Social e propostas terapêuticas
- Práticas dialógicas e conversacionais: terapia colaborativa, terapias narrativas, processos reflexivos;
- Processo terapêutico: reconceituando problema, mudança, cura, neutralidade, diagnóstico e cliente;
- Diferentes possibilidades terapêuticas como práticas conversacionais: dialogando com Salvador Minuchin, Gianfranco Cecchin, Mony Elkaïm, Carlos Sluzki, Marcelo Pakman e outros.

4) Temas clínicos e questões da família contemporânea: gênero, conjugalidade, parentalidade, violência intrafamiliar e de gênero, adoção, questões ligadas à aprendizagem, divórcio, diferentes configurações familiares, transtornos alimentares etc.

Autores de referência
Gregory Bateson, Heinz von Foerster, Fritjof Capra, Humberto Maturana, Francisco Varela, Carlos Sluzki, Edgar Morin, Donald Schön , Gianfranco Cecchin, Tom Andersen, Marcelo Pakman, Michael White, David Epston, Kenneth Gergen, John Shotter, Harry Goolishian, Harlene Anderson, Sheila McNamee, Bradford Keeney, Rosana Rapizo, Emerson Rasera, Carla Guanaes, Marilene Grandesso, Mary-Jane Spink, Paulo Freire e outros.


Equipe docente

Coordenação: Leonora Corsini – Psicóloga; terapeuta de casal e família; mestre em Psicologia Social pela UFRJ; doutora em Serviço Social pela ESS/UFRJ com pós-doutorado em Ciência da Informação pelo IBICT.

Alan Bronz – Psicólogo; terapeuta de família e casal; mestre em psicologia clínica pela PUC-RJ; ex-coordenador da área de práticas do Instituto Noos.

Carla Tolentino – Psicóloga; terapeuta de casal e família; especialista na avaliação de casos de violência doméstica envolvendo crianças e adolescentes; terapeuta comunitária

Carlos Eduardo Zuma – Psicólogo terapeuta de família, sócio fundador da Associação de Terapia de Família do Rio de Janeiro, Secretário-Executivo do Instituto Noos.

Carmen Pontual – Psicóloga; terapeuta de família e casal.

Eloisa Rosas – Psicóloga; terapeuta de família; mestre em comunicação pela Escola de Comunicação da UFRJ; facilitadora de processos coletivos.

Gizele Bakman – Psicóloga; terapeuta de crianças, casal e família; mediadora; facilitadora de processos coletivos; terapeuta comunitária; mestranda em psicologia social da UERJ.

Heloisa Costa – Psicóloga; terapeuta de casal e família; gestalt-terapeuta.

Jorge Bergallo – Psicólogo; terapeuta de casal e família; membro fundador do Instituto Noos.

Raquel Brant – Psicóloga; terapeuta de família; mestre e doutora em Psicossociologia pelo Instituto de Psicologia da UFRJ.

Rosana Rapizo – Psicóloga; terapeuta de família; mestre em psicologia clínica PUC/RJ; doutoranda em Psicologia Social UERJ; autora do livro Terapia sistêmica de Família: da instrução à construção; facilitadora de processos coletivos, terapeuta comunitária.

 

  Virginia Barbosa – Psicóloga (USU); Grupoterapeuta (Spag-Rj); Terapeuta Sistemica de Familia (Te Ser-Rj); Especialista para Atendimento a Usuários de Álcool e outras Drogas (Ipub/Ufrj); Facilitadora Sistemica de Processos Coletivos (Multiversa/Fundação Moîru).


Matrícula
• Período de matrícula:  16 a 29 de fevereiro de 2012.
• Pagamento: no ato da matrícula deverá ser paga a primeira parcela mensal com escolha do dia do vencimento das demais parcelas, que será sempre o mesmo;
• Preenchimento da ficha cadastral.

Inscreva-se aqui

jan
26

2012: Teoria e prática do trabalho com grupos: ateliês em curso

Estão abertas as inscrições para “Teoria e prática do trabalho com grupos: ateliês em curso”.

Nossa proposta é aprender a trabalhar em grupos a partir do contato com várias formas de estar e trabalhar em diversos contextos onde o grupo é importante.

Se você trabalha ou tem interesse em trabalhar com grupos, venha fazer parte dos ateliês, concebidos como espaços regulares de encontro entre pessoas com vontade de criar, onde é possível experimentar, produzir, inventar, conhecer, aprender, questionar, e, mais que tudo, praticar.

Os ateliês ocorrerão uma vez por mês às sextas e sábados, de março a dezembro de 2012, no Instituto Noos, mesclando professores convidados e conferencistas que virão para o Rio de Janeiro se reunir conosco em torno de temáticas específicas produzidas pelo Grupo.Da produção do programa, passando pelos exercícios, dinâmicas, leituras e debates, até avaliações o grupo poderá conhecer recursos para trabalhar coletivamente e, ao mesmo tempo, vivenciá-los nas diversas atividades previstas. Às sextas-feiras, com maior carga horária, poderá sedimentar seus conhecimentos junto a profissionais com ampla e diversificada experiência em trabalho com grupos e, aos sábados, refletir sobre sua prática.

O curso totalizará 120 horas, distribuídas em dez ateliês. Os encontros têm por objetivo desenvolver habilidades e recursos para trabalhar com grupos em diferentes contextos (organizacional, clínico, comunitário, de aprendizagem), a partir de uma visão crítica e reflexiva, que concebe os processos de diálogo como facilitadores de mudança.

Calendário de aulas


Sexta das 10h às 18h e sábado das 9h às 13h

Março: 16 e 17
Abril: 13 e 14
Maio: 18 e 19
Junho: 15 e 16
Julho: 06 e 07
Agosto: 17 e 18
Setembro: 14 e 15
Outubro: 19 e 20
Novembro: 09 e 10
Dezembro: 07 e 08

Coordenação

Rosana Rapizo

Professores convidados

Carlos Eduardo Zuma
Cintia Brasil
Eloisa Rosas
Gizele Bakman
Jorge Bergallo

Conferencistas convidadas

Carla Guanaes
Marilene Grandesso
Mille Bojer

Investimento

Para inscrições efetuadas em janeiro, o aluno pagará apenas 490 reais por mês
Para inscrições efetuadas em fevereiro, o aluno pagará 510 reais por mês
Para inscrições efetuadas em março, o aluno pagará 530 reais por mês

Formas de pagamento: Cheques pré-datados, boleto bancário, cartão de débito ou crédito ou pagamento pela loja virtual do Noos.

Para se inscrever, clique aqui.

Para mais informações, clique aqui ou ligue para (21) 2197-1500.

Como surgiu o curso de grupos- veja o vídeo.

dez
06

O papel dos homens para o fim da violência contra as mulheres

Hoje, 6 de dezembro, é o Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres. No Brasil, esse dia está inserido nos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher, campanha realizada em mais de 160 países, que se inicia no dia 25 de novembro, Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres, e vai até 10 de dezembro, Dia da Declaração Mundial dos Direitos Humanos.

Essa data foi escolhida em referência ao mesmo dia do ano de 1989, em que um rapaz, Marc Lépine, invadiu a Escola Politécnica de Montreal, no Canadá, pediu a todos os homens de uma turma de engenharia que se retirassem da sala, fuzilou 14 mulheres e feriu outras 10.

Matou-se em seguida, deixando uma carta na qual declarava que cometera este crime bárbaro por ódio às feministas e em protesto contra o avanço das mulheres em espaços tradicionalmente masculinos.

Após este fato, alguns homens canadenses, reconhecendo a grande incidência de violência cometida por homens contra as mulheres, mas também afirmando que existe um número muito maior de homens que não cometem esse tipo de violência, lançaram a Campanha do Laço Branco, cujo lema é: Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres.

No Brasil, desde 1999, algumas organizações não governamentais vêm participando dessa campanha e, desde 2001, compuseram a Rede de Homens por Equidade de Gênero (RHEG), com representação em várias capitais brasileiras. Atualmente, a Campanha Brasileira do Laço Branco segue com alguma autonomia, tendo sido incorporada por alguns municípios a seus calendários de atividades durante esse período de 16 dias.

A importância de ampliarmos esse movimento, ainda nos dias de hoje, em pleno século XXI, está retratada nos números há pouco divulgados pela ONU, que indicam que mais de 70% das mulheres no mundo sofrem algum tipo de violência durante a vida por parte de seus pais, irmãos, maridos, ex-maridos, namorados ou ex-namorados.

Estima-se que 20% das mulheres são vítimas de estupro ou tentativa de estupro e, entre 15 e 44 anos, correm mais riscos de sofrer violência dentro de casa do que adoecerem por câncer ou malária ou sofrerem um acidente de carro.

Desde 2000, o Instituto Noos, ONG do Rio de Janeiro, dentro de seu Programa de Prevenção à Violência Intrafamiliar e de Gênero, já atendeu em seus grupos reflexivos de gênero quase 300 homens que foram autores de violência contra mulheres.

Em sua ampla maioria, chegaram ao Noos espontaneamente, informados do serviço por profissionais, amigos ou familiares e, até mesmo, por delegacias de mulheres, onde primeiro foram buscar ajuda para parar de bater em suas companheiras.

É possível que esses homens não sejam representativos do universo dos que cometem violência contra mulheres, mas temos muito a compartilhar sobre o que aprendemos com eles para que se possa evitar que outros rapazes e homens sigam pelo mesmo caminho.

Com base em nossos registros de 2010, reforçamos nossa percepção de que a violência é um comportamento aprendido, pois 74% dos homens que passaram pelo Noos admitiram ter sofrido violência física ou psicológica na infância; 46% receberam castigos físicos como a forma mais frequente de educação ao errarem ou transgredirem; 60% se referem à agressão física ou verbal como exemplos que tiveram na infância de formas de lidar com os conflitos relacionais.

Os homens que passaram pelos grupos avaliam que sua habilidade de lidar com conflitos sem o uso da violência foi ampliada e a grande maioria (86%) avalia que essa melhora percebida gerou mudanças nos relacionamentos familiares, tais como: mais diálogo, mais tolerância, melhor relacionamento com os filhos e com a esposa e mais união na família.

Como costumamos dizer na instituição, no ato de violência há claramente uma vítima e um autor, mas na dinâmica relacional que possibilita esse ato de violência todos nós temos participação. Como? Na forma de educarmos nossos filhos, por exemplo. Se a violência é um comportamento aprendido, temos que rever a forma como estamos disciplinando nossas crianças.

Muitos pais acham que educar e bater são sinônimos e, se não podem bater, não sabem como educar. Além disso, é comum testemunharmos uma grande diferença na criação de meninos e meninas. Por exemplo, muitos pais ensinam a seus filhos que as tarefas domésticas são obrigação das meninas e facultativas para os meninos. Como sustentar, mais tarde, que suas filhas tenham os mesmos direitos que seus maridos?

Enfrentar esse problema requer mudanças profundas nos costumes e em nosso padrão cultural patriarcal. Envolve outras questões relacionadas e merece uma reflexão sobre suas causas e consequências.

Além disso, é preciso que nós, homens, nos engajemos no tema, pois, mesmo não cometendo qualquer violência contra uma mulher, podemos ser considerados cúmplices se nos calamos diante de algum ato perpetrado em nossa presença ou por um homem que nos seja próximo.

Não basta simplesmente demandar maior penalização para os autores de violência, isso já está assegurado pela Lei Maria da Penha desde 2006. Precisamos nos embrenhar nas motivações alegadas por esses homens para cometerem atos de violência contra mulheres, entendê-los, para enfim quebrar o ciclo que perpetua esse tipo de fenômeno em nossa sociedade.

Conta a história que Marc Lépine foi também vítima de seu pai e testemunha da violência do pai contra a mãe. Se queremos mudar a forma de homens e mulheres se relacionarem, nós, homens, temos que nos implicar na transformação da cultura que possibilita a violência de gênero.

Como sociedade, precisamos não só amparar e defender as vítimas, mas dar atenção aos homens, para além de sua necessária responsabilização por esses atos. Precisamos que eles se engajem em sua própria transformação, participando mais dos cuidados com a casa, com os filhos e não esperar apenas que sejam fortes, provedores e sexualmente potentes.

Que a transformação do masculino seja mais do que cuidar da aparência, como os propalados metrossexuais, ou seja, que possam também mostrar suas fragilidades, dores e emoções e que possam expressar tantas formas de masculinidades quantos são os homens.

 

Posts mais antigos «